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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Às 19:30


Hoje acordei às 19:30. Dormir à tarde muitas vezes me deixa confusa, com aquela sensação de ter perdido um dia inteiro. Fui em direção à janela e abri. O vento estava tão forte que até me assustei, mas depois de algum tempo consegui me acostumar e até apreciar as folhas na rua dançando, embaladas pela música dos ventos. 
Todos os dias, nesse mesmo horário, pessoas vem e vão, levadas pela rotina, presas em horários, preocupadas com os afazeres, deveres,  e seus filhos rebeldes. Mas esse dia foi diferente pra mim, eu escolhi passar minha folga em casa, e quando acordei pude perceber o que eu, e muitas pessoas, esquecemos de apreciar todos os dias. 
Nossas vidas não são muito longas, e passar mais dá metade delas sendo prisioneiro de si mesmo é um grande desperdício. Estamos tão preocupados em só reclamar que esquecemos de agradecer pelas coisas boas. Esquecemos de apreciar a dança do vento, o abraço do sol, a conversa da chuva. Esquecemos de abraçar nossos filhos, e os filhos por sua vez esquecem de abraçar seus pais, amar nossos cônjuges, agradecer à Deus pelo simples fato de poder respirar. Então foi ai que eu me toquei. Quantas vezes eu já reclamei por nada dar certo, mas não me esforcei nem um pouco para melhorar meu dia. Logo, eu sou a única culpada pela vida que levo, e se reclamações fazem parte do meu cotidiano então está na hora de mudar.
Hoje acordei às 19:30, mas não era o  EU de sempre, e sim um NOVO EU, que na verdade não é novo, sempre esteve aqui dentro pedindo para sair.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A estrada repleta de árvores dos mais variados tipos


Alguém. Alguém que ainda ei de conhecer me colocou numa estrada, e eu sei que é por um objetivo MAIOR, e é esse objetivo que me faz seguir. Nessa estrada, repleta de árvores dos mais variados tipos, eu vou andando.
 No comecinho, bem no comecinho, fui presenteada. Um vaso de cores celestes me foi concedido para que fosse minha base, parte de mim. Esse vaso continha uma linda família, uma mãe, uma avó e três irmãs só pra mim (o pai se perdeu no caminho). Uma honra, um tesouro que guardarei até o fim dos tempos.
No meio do caminho encontro peças que são a chave para uma caminhada feliz, são essas peças que me fazem rir nas noites chuvosas, peças raras, e muito difíceis de cuidar e que agradeço sempre por ter encontrado.
Num determinado ponto da estrada, repleta de árvores dos mais variados tipos encontro um pequeno rio, lindo, cintilante, um rio cuja missão é cuidar de mim e eu dele. Um rio que me reflete, que me entende, que me quer bem. Com o vaso recolho um pouco do rio e levo comigo, o vaso, as peças-chave e o rio.
Avisaram-me, porém, que nessa estrada nem tudo são presentes, que coisas ruins e escuras estavam me esperando também e que eu deveria enfrentar esse inimigo com fé e força. E não tardou muito e a tal coisa apareceu. Teve momentos que pensei em desistir da batalha, mas lembrei do Alguém, do vaso, das peças-chave e do rio. E finalmente venci!
Continuei a jornada, andei, andei, andei muito, até que não pude mais, até que avistei muro, e no muro havia uma porta que se abriu para mim. Ali, naquele momento, percebi que tinha cumprido o objetivo que me foi dado. Passei pela porta...
O que tinha atrás da porta? Ora, só as coisas mais lindas e perfeitas,  melhor lugar que alguém pode estar. E lá conheci o Alguém, e revi o vaso, as peças-chave e o rio.